A taxa anual de desocupação no Brasil em 2025 foi de 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012.
Mercado de trabalho
Indicadores macro do emprego e da força de trabalho no Brasil, segundo IBGE PNAD Contínua, CAGED e ManpowerGroup.
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Taxa de desocupação
Trajetória 2024 - 2025 - Brasil (%)
Fonte: IBGE / PNAD Contínua (2025)
No trimestre encerrado em dezembro de 2025, a taxa de desocupação caiu para 5,1%, marca histórica desde 2012.
A população desocupada no Brasil em 2025 totalizou 6,2 milhões de pessoas, queda de 14,5% frente a 2024 (7,2 milhões).
A taxa de subutilização da força de trabalho em 2025 foi de 14,5%, recuo histórico em relação aos anos anteriores.
O Brasil registrou saldo positivo de 1,69 milhão de vagas formais de trabalho em 2024, com 25,6 milhões de admissões e 23,9 milhões de demissões.
Em 2025, o Brasil encerrou o ano com saldo positivo de 1,27 milhão de empregos formais.
O salário médio de admissão registrado pelo CAGED em 2024 foi de R$ 2.177.
No segundo trimestre de 2026, o Brasil lidera a confiança regional com intenção de contratação de 55%, à frente de Panamá (44%) e Costa Rica (43%).
Educação superior
Acesso, perfil e taxa de conclusão do ensino superior no Brasil, segundo o Censo da Educação Superior do INEP.
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Matrículas na graduação brasileira
Distribuição entre IES privadas e públicas (%)
Fonte: INEP - Censo da Educação Superior 2023 (2023)
O Brasil alcançou a marca de 10 milhões de estudantes no ensino superior em 2024.
Em 2024, as matrículas em educação a distância (EaD) corresponderam a 50,7% do total de matrículas na graduação no país.
Entre 2023 e 2024, o número de matrículas em EaD cresceu 5,6%.
33% dos concluintes do ensino médio em 2023 ingressaram na educação superior em 2024 (média nacional).
As IES privadas representam 79,3% do total de matrículas de graduação no Brasil; a rede pública responde por 20,7%.
51% dos alunos cotistas da rede federal concluem o curso, enquanto entre não cotistas o índice é de 41%.
58% dos beneficiários do Prouni concluem a graduação, taxa acima da média nacional.
Apenas 17,9% dos formandos em cursos de TIC em 2023 eram mulheres, embora esse número tenha crescido 41,7% em relação a 2022.
Salários por carreira
Faixas salariais médias e máximas para 2025-2026, com fontes Glassdoor, Robert Half, Indeed, LinkedIn e Ministério do Trabalho.
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Faixas salariais por carreira
Mensal - Brasil (R$ mil)
- Sales Trader DiretorR$ 56.7-86.6k
- CFOR$ 33.7-87k
- Engenheiro IAR$ 19.5-27.1k
- ControllerR$ 18-39.8k
- Médico (Família)R$ 10-10.9k
- Engenheiro SoftwareR$ 6-13k
- Médico recém-formadoR$ 7-12k
- Engenheiro Software JrR$ 5-7k
- Escala: 0 a R$ 100 mil/mês
Fonte: Robert Half / LinkedIn / Glassdoor / Indeed BR (2025-2026)
O salário médio de um médico recém-formado no Brasil gira em torno de R$ 7.000 a R$ 12.000 para jornada de 20 a 30 horas semanais.
A bolsa-auxílio de residência médica em 2025 é de R$ 4.106,09 por mês, conforme a Comissão Nacional de Residência Médica.
Médicos de Família e Comunidade ganham em média R$ 10.929,97 por mês, uma das maiores médias entre clínicos sem especialização cirúrgica.
Engenheiro de Software no Brasil: faixa salarial entre R$ 6 mil e R$ 13 mil mensais segundo levantamento do Glassdoor (mediana próxima a R$ 10 mil).
Engenheiro de IA lidera o ranking de profissões mais promissoras de 2026 no Brasil, com faixa salarial entre R$ 19.500 e R$ 27.100.
CFO (Diretor Financeiro): faixa salarial de R$ 33.750 a R$ 86.950 mensais no Guia Salarial Robert Half 2026.
Sales Trader / Diretor Executivo no setor financeiro: faixa de R$ 56.750 a R$ 86.600 mensais.
Controller: faixa salarial de R$ 18.050 a R$ 39.850 mensais.
Engenheiro de Software Junior: faixa salarial entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mensais segundo Glassdoor.
Profissões em alta
As funções com maior demanda no Brasil e no mundo segundo LinkedIn Jobs on the Rise e World Economic Forum.
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Empregos no mundo até 2030
Criados, deslocados e saldo líquido (em milhões)
Fonte: World Economic Forum - Future of Jobs Report (2025)
Engenheiro de IA é a profissão nº 1 em ascensão no Brasil em 2026 segundo o LinkedIn, à frente de Técnico de Enfermagem e Planejador Financeiro.
44% das empresas brasileiras planejam ampliar suas equipes de tecnologia em 2026.
48% dos gestores brasileiros estão dispostos a pagar mais para candidatos com certificações em IA e machine learning.
As vagas que exigem habilidades em IA cresceram 4 vezes no Brasil entre 2022 e 2024.
Globalmente, 170 milhões de novas funções serão criadas até 2030 e 92 milhões serão deslocadas, resultando em saldo positivo líquido de 78 milhões.
Empregos em transição verde gerarão 34 milhões de postos adicionais até 2030 segundo o WEF.
Empresas brasileiras demandam 797 mil profissionais de tecnologia até 2025, segundo a Brasscom.
O setor de TIC pode gerar entre 30 mil e 147 mil novos empregos formais no Brasil em 2025.
Declínio e automação
Automação, IA e mudança de skills colocam em risco funções repetitivas. Dados consolidados do WEF Future of Jobs e da McKinsey Global Institute.
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39% das principais habilidades exigidas no mercado mudarão até 2030 segundo o WEF, ante 44% projetados em 2023.
77% dos empregadores globais planejam capacitar (upskill) seus trabalhadores até 2030.
41% dos empregadores planejam reduzir a força de trabalho à medida que a IA automatiza tarefas.
No Brasil, 58% das empresas esperam recrutar empregados com novas habilidades e 48% planejam transferir empregados de funções em declínio para funções em crescimento.
A McKinsey estima que entre 75 milhões e 375 milhões de trabalhadores precisarão mudar de categoria ocupacional até 2030 globalmente (estudo seminal de 2017, ainda referenciado por relatórios atuais).
Operadores de telemarketing, caixas de banco e assistentes administrativos estão entre as funções mais vulneráveis à automação até 2030 no Brasil.
A Brasscom aponta descasamento de 30,2% entre oferta e demanda de profissionais de TI no Brasil entre 2019 e 2024 (665 mil demandados, 464 mil formados).
Inteligência Artificial
Adoção, expectativas e impacto da IA generativa no trabalho brasileiro segundo Deloitte, LinkedIn e WEF.
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74% da Gen Z e 77% dos millennials acreditam que a IA generativa impactará seu trabalho no próximo ano.
Habilidades tecnológicas, com IA e big data no topo, são as que mais crescerão em importância nos próximos cinco anos.
O LinkedIn aponta que a 'lua de mel' com IA genérica terminou em 2026, criando gargalo de talentos com salários inflacionados para Engenheiros de IA.
Profissionais brasileiros lideram globalmente o uso de IA para impulsionar a carreira, segundo o LinkedIn.
Apenas 6% da Gen Z brasileira tem cargos de liderança como objetivo principal de carreira; a maioria prioriza equilíbrio entre vida e trabalho.
Saúde mental e burnout
Brasil enfrenta crise de saúde mental ocupacional, com burnout reconhecido como doença ocupacional e pesquisa apontando o país no topo global.
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Aproximadamente 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de burnout, conforme a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt).
O Brasil ocupa o segundo lugar mundial em casos diagnosticados de burnout, segundo a International Stress Management Association (ISMA), atrás apenas do Japão.
A síndrome de burnout passou a ser reconhecida como doença ocupacional pela OMS na CID-11, em vigor desde 2022.
Entre Gen Z e millennials brasileiros com bem-estar mental positivo, 67% e 72% respectivamente sentem que seu trabalho permite contribuição significativa.
Geração Z
A pesquisa anual da Deloitte ouviu 817 jovens brasileiros e revela prioridades distintas das gerações anteriores.
7 estatísticas neste capítulo
Apenas 6% da Gen Z brasileira tem liderança como objetivo principal de carreira; equilíbrio vida-trabalho lidera as prioridades.
Gen Z e millennials brasileiros baseiam decisões de carreira em três pilares: segurança financeira, propósito e bem-estar.
Custo de moradia, desemprego, preocupações ambientais e saúde mental são as principais preocupações da Gen Z brasileira, diferentes do cenário global onde custo de vida lidera isolado.
No primeiro semestre de 2024, 58.656 jovens brasileiros tiveram sua primeira experiência profissional formal pela Lei do Aprendiz, melhor resultado da história.
Em maio de 2024, o Brasil registrou 615.401 postos ativos de jovens aprendizes, melhor resultado desde a criação da lei.
Entre os 614.575 jovens aprendizes ativos, 66,3% têm até 17 anos, 51,7% estão no ensino médio e 52,6% são mulheres.
No primeiro trimestre de 2024, a taxa de desemprego entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil foi de 14,2%.
Trabalho remoto e híbrido
Pesquisas FIA, ABRH e InfoMoney mapeiam o estado atual do trabalho remoto e híbrido no Brasil pós-pandemia.
5 estatísticas neste capítulo
Modelo de trabalho nas empresas brasileiras
Distribuição (%)
Fonte: ABRH (2025)
46,2% das empresas brasileiras adotam o modelo híbrido, 46,6% mantêm 100% presencial e 7,3% operam totalmente em home office.
Entre as empresas que adotam modelo híbrido, 45% operam com dois dias presenciais e três remotos por semana, padrão mais utilizado no Brasil.
Cerca de 60% dos trabalhadores brasileiros em home office trabalham 2 ou 3 dias por semana de casa; apenas 25% optam por home office integral.
94% dos profissionais entrevistados pela FIA acreditam que sua vida está melhor com o trabalho híbrido do que era no modelo presencial anterior.
A pesquisa FIA 2024 ouviu mais de 1.300 profissionais sobre percepção de trabalho híbrido e remoto no Brasil.
Empreendedorismo e diversidade
Boom de pequenos negócios pós-pandemia, peso do MEI e estado da igualdade salarial no Brasil, com fontes SEBRAE, GEM e Ministério do Trabalho.
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Desigualdade salarial no Brasil
Salário médio mensal em estabelecimentos com 100+ empregados (R$)
- Homens (média geral)R$ 4.745,53
- Mulheres (média geral)R$ 3.755,01
- Mulheres negrasR$ 2.864,39
Fonte: Ministério do Trabalho - 3º Relatório de Transparência Salarial (2025)
O Brasil registrou recorde histórico com 4,15 milhões de pequenos negócios abertos em 2024, crescimento de cerca de 10% em relação a 2023.
Em 2025, o Brasil bateu recorde com 4,6 milhões de pequenos negócios abertos.
Microempreendedores Individuais (MEI) representaram cerca de 78% do total de pequenos negócios abertos em 2024 (2,1 milhões de novos MEI).
60% dos novos negócios abertos em 2024 estão no setor de Serviços; 25% em Comércio; 15% em Indústria, Construção e Agropecuária somados.
A taxa de empreendedorismo no Brasil saltou de 31,6% para 33,4% em 2024, maior nível dos últimos quatro anos segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM).
Pequenos negócios sustentaram quase metade da população brasileira e geraram cerca de R$ 717 bilhões em renda em 2024.
Mulheres recebem em média 20,9% menos que homens nos 53.014 estabelecimentos com 100 ou mais empregados (R$ 4.745,53 vs R$ 3.755,01).
Mulheres negras recebem em média R$ 2.864,39, valor 53% inferior ao dos homens brancos, segundo o 3º Relatório de Transparência Salarial.
Mulheres em cargos de direção e gerência recebem 72,3% do salário pago aos homens nas mesmas funções; em ocupações de nível superior, 68,5%.
A Lei 14.611 de igualdade salarial, promulgada em 3 de julho de 2023, exige que empresas com mais de 100 empregados adotem medidas de transparência salarial e diversidade.
QualCarreira
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Metodologia
- Verificação: cada estatística está vinculada à fonte original via link direto. Em caso de fonte secundária (jornal, blog), citamos também a fonte primária quando disponível.
- Idade do dado: estatísticas com mais de 5 anos são marcadas explicitamente pelo ano da pesquisa. Damos preferência a dados com no máximo 24 meses de atualização.
- Valores monetários: sem ajustes inflacionários. Em reais, conforme registrados na fonte original.
- Discrepâncias: quando duas fontes oficiais divergem para o mesmo indicador (ex: IBGE vs Catho para salário), citamos ambas e apontamos a metodologia mais sólida.
- Atualização: trimestral. Próxima revisão prevista para julho de 2026.